As estatísticas indicam que, no Brasil, cerca de 30% da população adulta sofre de hipertensão ou pressão alta. Esse índice de incidência sobe para 50% se forem considerados os brasileiros com idade acima de 50 anos.
Como fator complicador, a doença tem normalmente a característica de não apresentar sintomas, o que torna suas vítimas muito mais suscetíveis a paradas cardíacas, que podem ser fatais.
A grande preocupação dos profissionais da área médica que atuam no diagnóstico, controle e tratamento de hipertensos é justamente o fato de ser uma doença silenciosa e que, por isso, não faz com que as pessoas consultem, preventiva e periodicamente, um médico.
A nosso sistema arterial, grosso modo, pode ser comparado a uma mangueira de água que tem uma de suas pontas conectada a uma torneira aberta. Se, no decorrer de sua extensão, algum empecilho dificultar a passagem do líquido, a pressão sobre as paredes da mangueira aumenta, consequentemente. No corpo humano, isso é chamado de pressão alta ou hipertensão.
O índice de pressão é considerado alto quando ultrapassa o nível de 14 por 9. O ideal, segundo os médicos, para que uma pessoa possa viver mais e melhor, é que esse índice esteja por volta de 12 por 8.
Uma das grandes dificuldades de se prevenir as consequências da hipertensão é que as complicações só aparecem a longuíssimo prazo. Com isso, fica difícil convencer uma pessoa de que, se ela não se cuidar e controlar o seu índice de pressão arterial, em 20 ou 30 anos, poderá ter problemas sérios e até fatais.
Em alguns casos mais extremos, entretanto, a doença pode provocar falta de ar ou inchaço das pernas, por exemplo. Mas essas consequências são indicações claras de que algum órgão do paciente já está comprometido em função da persistência, por longo tempo, de altos índices de pressão arterial.
Ocorrência e tratamento
Resumidamente, há dois fatores básicos que podem determinar a ocorrência da pressão alta:
• De um lado, há a influência genética, em que os filhos herdam dos pais o gene que os predispõem à hipertensão.
• De outro lado, há os fatores ligados a hábitos de vida. Neste grupo, incluem-se principalmente os obesos, os sedentários e os que exageram nas bebidas alcoólicas ou no sal.
As formas de tratamento da hipertensão são variadas. A abordagem pode ser feita com o controle dos fatores de risco, envolvendo perda de peso, prática de exercícios físicos e controle do uso do sal e da bebida alcoólica.
Mas o tratamento também pode advir do uso de remédios que agem em vários pontos, regulando a pressão e fazendo com que os vasos sanguíneos fiquem mais relaxados. Com esse relaxamento, a pressão alta tende a também abaixar.
Novidade
O Hospital das Clínicas de São Paulo está desenvolvendo um estudo sobre os efeitos de um aparelho desenvolvido por pesquisadores israelenses. Conhecido por Respirate, o equipamento promete ajudar no controle da pressão arterial, sem o uso de medicamentos. O estudo envolve cerca de 30 pacientes que já foram diagnosticados como hipertensos.
O aparelho é um misto de tecnologia e de terapias alternativas e, segundo os médicos brasileiros envolvidos na pesquisa, tem a função de reduzir a atividade nervosa simpática, induzindo a pessoa a respirar lentamente. Com ele, a frequência respiratória de uma pessoa pode cair de 16 ou 18 vezes por minuto para até 10 vezes.
Portátil, o dispositivo vem equipado com fone de ouvido, que transmite o som de uma música tranquila e suave, e com uma cinta torácica respiratória, que identifica e orienta qual deve ser a frequência respiratória.
O estudo do HC também verifica se, conforme prometem os pesquisadores israelenses, com a utilização por apenas 15 minutos no período da manhã, o Respirate realmente garante o controle da respiração e, consequentemente, da frequência cardíaca durante o dia todo.
Palavras Chave:
Doenças Cardiovasculares, Edição 0, Genética, Hipertensão, Pressão alta, Sedentarismo, Sistema arterialComente
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