Agorafobia: o medo de sentir pânico

6 de janeiro de 2010

A agorafobia se caracteriza quando a vítima do transtorno do pânico começa a ter medo de ter novos ataques de pânico. Ela é vista, hoje em dia, como uma das principais complicações do transtorno.

De acordo com Tito Paes de Barros Neto, mestre em Psiquiatria e pesquisador do Ambulatório de Ansiedade (Amban) do HC, essas pessoas imaginam, na verdade, que algumas situações podem desencadear os ataques de pânico. O psicoterapeuta exemplifica: Algumas vítimas da agorafobia evitam sair sozinhas porque acreditam que podem entrar em pânico e não ter o socorro imediato e necessário. Há também os que evitam entrar em determinados ambientes ou em locais cuja saída seja difícil, como shows com muita gente, transportes coletivos lotados, etc.

No caso do transtorno de pânico, são administrados medicamentos que diminuem ou até eliminam as crises. Entretanto, muitos deles continuam a se esquivar daquelas situações que julgam inconvenientes. Para esses casos, não existe um tratamento medicamentoso. O agorafóbio tem de ser tratado com técnicas de terapia comportamental cognitiva. “A pessoa é instrumentalizada para, gradualmente, enfrentar o medo e deixar de senti-lo”, explica Tito Paes.

Não se sabe, ao certo, quais são as causas da agorafobia. É sabido, entretanto, por meio de alguns estudos realizados, que tanto o pânico como a agorafobia têm alguma relação com o transtorno da personalidade dependente, que se caracteriza pela constante e marcante necessidade que algumas pessoas têm de receber a aprovação de alguém.

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